Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors

Pragmata – Sobrevivência, Hacks e Paternidade Espacial

Assim que vi o primeiro trailer pensei: “Simulador de pai solteiro? – Quero!” e com isso decidi comprar Pragmata no lançamento… não vi trailer, não vi sinopse, nem sabia do que se trataria, mas sabia que queria ver a vida de um pai solteiro no espaço hahahaha.

🌑 Uma Lua Hostil e uma IA Fora de Controle

Enfrente a IA descontrolada I.D.U.S.

O jogo se passa em uma estação de pesquisa lunar e acompanha Hugh, um astronauta tentando sobreviver naquele lugar hostil, ao lado de Diana, uma garotinha androide pragmata que o ajuda a enfrentar robôs avançados controlados por uma Inteligência Artificial chamada IDUS. Originalmente, ela era apenas um sistema administrativo responsável por manter tudo funcionando, mas após um terremoto lunar, acaba sendo corrompida e passa a tratar qualquer forma de vida como ameaça.

Nosso objetivo inicial é sobreviver às bizarrices tecnológicas criadas pela IA, avisar a Terra sobre o que está acontecendo e encontrar uma forma de voltar para casa.

🧪 Lunafilamento, Experimentos e Coisas que Deram Muito Errado

LNA o material do futuro ou a nossa destruição?

Ao longo da jornada, descobrimos mais sobre o LNA (lunafilamento), um material encontrado na Lua capaz de se transformar em praticamente qualquer coisa, como uma espécie de impressora 3D super avançada. O local, que antes era um centro de pesquisa promissor, se transforma em um verdadeiro pesadelo de sobrevivência.

Também conhecemos a 8, outra pragmata como Diana, presa por conta da IDUS. Ela nos ensina como derrotar a IA, mas após conseguirmos, vem o plot twist: ela era, na verdade, a grande responsável por tudo e agora quer levar a destruição até a Terra.

🧠 Ambição, Tragédia e Motivações Mal Exploradas

Diana e 8, pragmatas em caminhos opostos

No fim, descobrimos que o Dr. Neil criou Diana e a 8 como cópias de sua filha, na tentativa de encontrar a cura para sua doença. Porém, como sempre, a ambição falou mais alto. Sua filha acabou sendo vítima de experimentos e morreu no processo. O doutor enlouquece, entra em contato com o filamento corrompido e também morre.

A 8, ao ouvir suas últimas palavras, interpreta aquilo como uma missão: destruir tudo, incluindo a Terra.

Mesmo com ideias interessantes, o jogo não se aprofunda tanto quanto poderia nesses temas. A IA antagonista é pouco explorada, e o pano de fundo corporativo existe mais como justificativa do que como algo realmente desenvolvido. No fim, tudo serve mais como cenário para o verdadeiro foco da história.

❤️ O Verdadeiro Foco: Hugh e Diana

O ponto alto do jogo: Hugh e Diana!

A brincadeira de “pai solteiro no espaço” começa de forma leve, quase cômica, mas rapidamente se transforma no coração do jogo. Hugh naturalmente assume um papel de pai adotivo para Diana, que apesar de ser uma androide, carrega traços emocionais e comportamentais de uma criança.

É muito divertido ver como ela leva tudo ao pé da letra, enquanto aprende sobre o mundo, sobre a Terra, família e relações humanas. Conforme o jogo avança, a conexão entre os dois cresce de forma muito natural.

Enquanto Hugh quer desesperadamente voltar para casa, Diana está descobrindo o mundo pela primeira vez — e esse contraste funciona muito bem.

🔫 Combate Criativo… e um Pouco Caótico

Hackeie o sistema dos inimigos e derrete-os!

O combate mistura tiro com hackeamento, sendo necessário expor os inimigos antes de causar dano. A ideia é boa, mas no teclado e mouse pode virar um caos completo.

Você precisa se movimentar (WASD), desviar (CTRL), pular (espaço), abrir hack (ALT), mirar, atirar e ainda desenhar o caminho do hack com o mouse… tudo isso enquanto vários inimigos te atacam ao mesmo tempo. Não é exatamente amigável.

No meu caso, migrar para o controle mudou completamente a experiência — ficou muito mais fluido e intuitivo. Então fica a dica.

🤖 Repetição e Customização

Enfrente poderosos e perigosos inimigos!

Um ponto negativo é a pouca variedade de inimigos. Basicamente, são os mesmos robôs com versões mais fortes (e mais laranjas), o que pode cansar um pouco.

Por outro lado, o jogo compensa com módulos de hackeamento bem interessantes, permitindo efeitos como paralisar inimigos, confundir, fazer com que ataquem aliados e até realizar multi-hacks.

As armas também variam bastante, embora algumas apareçam tarde demais ou simplesmente não sejam tão úteis. O mesmo vale para os módulos passivos — há variedade, mas nem tudo parece realmente necessário.

🎮 Vale a Pena?

Mais que um jogo, um simulador de pai e filha…

Se vale a pena? MUITO! E no fim… sim, é um simulador de pai solteiro cuidando da sua filha — e eu não estava errado lá no começo hahaha!

Pragmata é um jogo divertido, com ideias interessantes e uma identidade própria. Mesmo com alguns problemas aqui e ali, nada chegou a impactar minha diversão de forma significativa.

O combate é dinâmico, a progressão é bem equilibrada e, principalmente, acompanhar a relação entre Hugh e Diana faz toda a jornada valer a pena.

Além disso, o fato de ser um jogo mais curto e linear funciona muito bem — ele sabe exatamente o que quer mostrar e não fica enrolando.