Tempo de jogo: 2:06h
Em um mercado indie saturado de títulos retrô, aparece um jogo indie brasileiro chamado Ravva and the Cyclops Curse, que tenta trazer a magia dos clássicos de 8-bits e 16-bits. A proposta é honesta: uma aventura curta, controles precisos e uma estética pixelada vibrante.
Mas será que ele entrega uma experiência memorável ou fica apenas na nostalgia vazia? Passei as últimas horas com a pequena coruja Ravva para descobrir.
🦉 A Jornada da Pequena Invocadora

A história é simples e eficaz, como manda o figurino. Ravva é uma jovem coruja, aprendiz de summoner, que vê sua mãe ser transformada em pedra e ter seus poderes roubados pelo temível Lorde Ciclope.
Agora, cabe a nós guiar Ravva atravessando florestas sombrias, terras desoladas e salões de castelos, superando desafios para salvá-la e restaurar a paz.
🎮 Jogabilidade: Uma Ideia Criativa, com Execução Tropeçante

A grande mecânica do jogo é a habilidade de Ravva invocar quatro tipos de companheiros, cada um concedendo uma habilidade elemental diferente. A ideia é alternar entre eles através dos botões L/R, para superar obstáculos e inimigos específicos. Sendo eles:
🔴 Vermelho: tiro diagonal (útil para acertar blocos secretos no alto).
🟢 Verde: tiro em arco (poderoso e essencial para quebrar blocos verdes).
🔵 Azul: congelamento (usado para neutralizar inimigos e apagar tochas).
🟡 Amarelo: o “Sonar” (revela segredos e itens escondidos).
Por mais que a proposta seja boa, infelizmente não há um bom equilíbrio no uso dos poderes. Na maior parte do tempo utilizei praticamente o tiro padrão e o verde, enquanto os demais acabam aparecendo apenas em momentos muito específicos e, por isso, são praticamente esqu
🗺️ Level Design e Desafios

As fases são curtas e lineares. O jogo possui 10 fases, com um level design funcional, mas pouco inspirado, raramente saindo da fórmula clássica de “ir para a direita, quebrar blocos e derrotar inimigos”. Além disso, notei uma repetição considerável de inimigos.
Para ser sincero, achei que o jogo seria mais fácil, mas há alguns momentos bem difíceis — se você não for rápido e atento, Ravva morre rapidamente.
O jogo também oferece checkpoints e vidas extras durante as fases, o que facilita um pouco e evita a frustração de ter que repetir tudo novamente.
Para os mais novos ou para quem quer apenas relaxar, existe o Kids Mode, que oferece vidas infinitas. Já para quem busca desafio, há o modo Master.
🎮Vale a pena?

Ravva and the Cyclops Curse é um jogo que, no geral, gostei bastante. Pegar uma tarde de domingo para jogar algo simples e divertido talvez seja a melhor forma de aproveitá-lo.
Não é um jogo com grandes pretensões ou mecânicas mirabolantes. Ele me lembrou bastante Super Mario e Mega Man: algo simples, carismático e divertido. No entanto, em um gênero com tantas opções, acaba sendo mais uma “experiência de fim de semana”.
Eu comprei também o segundo jogo, Ravva and the Phantom Library, mas ainda não joguei. A única coisa que espero que melhore do primeiro para o segundo é o uso dos poderes. Gostaria de ver mais aplicações e motivos para alternar entre os quatro companheiros, pois neste jogo alguns acabam tendo pouca utilidade geral.
Por fim, é um jogo que custa apenas 5 reais — mais barato que uma coxinha. Dá para perceber que foi feito com dedicação e é ideal para sessões rápidas, especialmente para quem sente falta da estética 8-bit sem se importar com a simplicidade. Além disso, é sempre bom prestigiar um jogo nacional — dificilmente você encontrará algo tão bom e divertido por esse preço.